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sexta 09 de outubro de 2015, por: Equipe Merkado

Paulo Von Poser: a uber como tema de arte!

As telas e as folhas de papel, ou mesmo a cerâmica, são preenchidas por traços. Muitos traços! Alguns extremamente firmes; outros delicados.
A visão pode ser da terra ou do ar!
Pincéis, lápis, crayons, canetas, nanquim, tudo é uma possibilidade.
Pode ou não haver uma nuance de cor ou a cor pode abraçar todos os traços! A superfície pode ser bi ou tridimensional!
As opções se mostram infinitas. Mas apenas quando assina sua obra, Paulo von Poser determina esses fatores. Porque ele é assim: visceral, intuitivo, apaixonado, mas dotado de técnica impar e três décadas de imersão no mundo cultural e criativo.
Seus questionamentos pessoais buscam respostas para itens complexos: “o que um artista procura e escuta na cidade? o imprevisível? o surpreendente na complexa vida urbana?”
Ao mesmo tempo, suas certezas são as mais simples. Para Paulo von Poser, “amar a cidade é o desejo de viver juntos: hoje somos majoritariamente urbanos, escolhemos morar juntos por que a cidade é o lugar dos encontros, mas também dos conflitos. Apesar de cruel e injusta, esse espaço nos oferece o máximo da intensidade, conectividade e diversidade de manifestações culturais.”
Seu encantamento pela cidade como musa principal divide o espaço em seu coração com outra grande paixão: as rosas. Esse sentimento que os une há três décadas nasce de uma situação simples, corriqueira: durante o período em que viveu sozinho, tinha as flores como companhia. Suas rosas existem em lápis, acrílica, giz, pastel seco, nanquim, madeira recortada, ferro forjado, cerâmica, bronze e cobre, e fixadas em papéis, telas, tecidos, louças, panos de prato, camisetas, sandálias e embalagens de sabonete. Seu primeiro livro, intitulado “A Cidade e a Rosa”, foi publicado pela Editora Luste em 2010. É um tributo do artista aos dois temas principais que permeiam sua criação.
“Tenho que lembrar uma verdade: de repente surgiram juntas duas coisas, a rosa e a cidade de São Paulo. Uma união de opostos aí contida, o cimento e a pétala, o concreto e a poesia. Mas o que vem mesmo à cabeça, sinceramente, é o dia em que nasci. Foi esquisito. Fui o primeiro neto paulista de uma família gaúcha. Acho que esse é o nascimento da rosa em São Paulo. Essa junção fui eu quem trouxe, devo admitir. Eu vinguei.

 

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